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Representante do câmbio integra o Conselhinho

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Representante do câmbio integra o Conselhinho — Mercado de câmbio conquista representatividade no Conselhinho com Pedro Eroles como suplente, ampliando diversidade técnica.

A nomeação de um representante do mercado de câmbio para o Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN) marca um momento inédito para o setor. A escolha do advogado Pedro Eroles para ocupar a vaga como membro suplente é vista como um passo significativo rumo à representatividade no colegiado.

A inclusão de Eroles responde a uma demanda antiga de entidades de câmbio, que reivindicavam voz nos processos administrativos do sistema financeiro. Sua experiência técnica promete reforçar a pluralidade de visões nas decisões do órgão.

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Representatividade inédita no Conselhinho

A decisão do Ministério da Fazenda de designar Pedro Eroles como suplente no CRSFN simboliza um avanço histórico para o mercado de câmbio. Conhecido informalmente como “Conselhinho”, o Conselho atua como última instância administrativa para recursos contra sanções e autuações de órgãos como o Banco Central (BC) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Esse novo assento garante ao setor cambial um papel mais ativo nas deliberações de impacto regulatório.

Segundo Kelly Massaro, presidente da Associação Brasileira de Câmbio (Abracam), a presença de um especialista com histórico direto no segmento altera o equilíbrio técnico do colegiado. “Esta nomeação é a culminação de um esforço coletivo de mais de uma década. É o encerramento de uma lacuna histórica”, declarou em nota oficial.

A importância da representatividade também está presente nos bastidores da escolha. Eroles foi indicado a partir de uma lista tríplice elaborada por entidades do setor. Esse formato fortalece a legitimidade da nomeação, ao mesmo tempo que amplia a diversidade técnica da composição do Conselho, que tradicionalmente reúne representantes de perfis ligados à advocacia pública e ao sistema financeiro convencional.

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Perfil técnico e atuação no setor financeiro

Com sólida formação jurídica e passagem por várias frentes da área financeira, Pedro Eroles reúne atributos técnicos que o qualificam para o cargo. Ele é diretor jurídico da fintech O-Banking, tendo acumulado experiência também na PayU — empresa global de soluções de pagamento — além de ter atuado como consultor jurídico para o Banco Central do Brasil. Ao longo da carreira, se especializou em operações reguladas, infraestrutura de pagamentos e normas cambiais.

Sua trajetória evidencia uma conexão direta com a complexidade dos temas tratados no CRSFN, que frequentemente envolvem operações sofisticadas de câmbio, regras de conduta e interpretação de normativas infralegais. Em seu pronunciamento após a nomeação, Eroles frisou o compromisso técnico com a instituição. “Assumo com a missão de contribuir para que as decisões sejam cada vez mais alinhadas à complexidade e à dinâmica das operações financeiras, sempre dentro do mais alto rigor regulatório”, afirmou.

Especialistas do campo jurídico e financeiro também avaliam a escolha como positiva para o ambiente regulatório. A expectativa é que a presença de Eroles contribua para decisões mais afinadas com a realidade operacional das instituições que atuam no mercado de câmbio, seja no varejo, nas fintechs ou nos bancos tradicionais.

Impacto regulatório e expectativa do setor

A entrada de um representante do mercado de câmbio no CRSFN pode trazer mudanças significativas nas análises de recursos administrativos envolvendo infrações ou divergências interpretativas sobre a legislação do setor. O órgão funciona como uma espécie de “tribunal administrativo” para o sistema financeiro, sendo responsável por julgamentos que podem reverter ou manter autuações aplicadas por autoridades reguladoras.

Com a transformação tecnológica dos meios de pagamento e a entrada de startups e instituições de pagamento no ecossistema financeiro, cresceram as demandas por interlocutores especializados que compreendam os desafios regulatórios modernos. A atuação de um nome com background em compliance, pagamentos digitais e operações internacionais tende a agregar sensibilidade prática às decisões do colegiado.

Ainda que atue como suplente, Eroles poderá exercer papel ativo em sessões deliberativas específicas, e seu desempenho será acompanhado de perto pelas entidades que atuaram na articulação política da nomeação.

Caminho aberto para mais diversidade técnica

A nomeação de Pedro Eroles pode marcar o início de um movimento mais amplo dentro do Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional. Com uma formação tradicionalmente jurídica e administrativa, o colegiado passa agora a incluir perspectivas regulatórias e operacionais do mercado de câmbio — algo inédito em sua composição.

A expectativa de integrantes do setor é de que esse seja apenas o primeiro passo para maior pluralidade técnica no “Conselhinho”. A Abracam e outras entidades devem intensificar a articulação por novas cadeiras voltadas a áreas como fintechs, criptoativos e câmbio turismo.

Portanto, ao nomear um representante do mercado de câmbio, o Ministério da Fazenda não apenas responde a uma antiga demanda de representatividade como também sinaliza abertura para incorporar especialistas que compreendam as novas dinâmicas do sistema financeiro. Com isso, ganha-se não apenas em diversidade, mas em qualificação técnica das decisões.

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