Preço do petróleo sobe com redução nos estoques nos EUA

A cotação do petróleo apresentou valorização após a divulgação de uma queda expressiva nos estoques americanos. O mercado reagiu com otimismo à redução acima do esperado, o que indicou possível maior demanda ou menor oferta nos Estados Unidos.

Além disso, especulações sobre negociações diplomáticas entre Rússia e Ucrânia, além da possibilidade de flexibilização nas sanções ao petróleo russo, também influenciaram o cenário global da commodity.

Estoques em queda surpreendem o mercado

De acordo com o Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE), os estoques de petróleo no país recuaram 6,014 milhões de barris na semana encerrada em 15 de agosto, totalizando 420,684 milhões de barris. A queda surpreendeu os analistas, que previam uma redução mais modesta, de 1,5 milhão de barris, segundo levantamento do The Wall Street Journal.

A diferença significativa entre o resultado real e as expectativas reforçou a percepção de um mercado mais apertado do que se previa. Este movimento costuma pressionar os preços para cima, já que estoques menores indicam menos oferta imediata no centro consumidor mundial.

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Impacto sobre o preço do petróleo no mercado

Impulsionado pelas novas informações, o petróleo Brent — referência internacional — finalizou o dia com valorização de 1,59%, cotado a US$ 66,84 por barril na ICE (Intercontinental Exchange). Já o WTI — referência americana — subiu 1,52%, encerrando a sessão a US$ 62,71 por barril na Nymex (New York Mercantile Exchange).

Os investidores seguem atentos a variáveis geopolíticas e à dinâmica de oferta e demanda global. A menor disponibilidade nos estoques, somada à volatilidade causada por conflitos internacionais, tensiona ainda mais os preços.

Fatores geopolíticos e decisões da Opep+

Além do cenário americano, o mercado monitora os desdobramentos das negociações de um possível cessar-fogo na guerra entre Rússia e Ucrânia. Um avanço significativo nessa frente pode pressionar os preços para baixo, mitigando os riscos no fornecimento global. Por outro lado, a permanência do impasse contribui para manter o petróleo valorizado.

Outro ponto de atenção é a atuação da Opep+, que tem sinalizado aumento de produção. Essa elevação da oferta traz riscos de pressão baixista nos preços, caso não haja acompanhamento proporcional da demanda global.

Segundo Felipe Barragán, analista da Pepperstone, "a possível flexibilização das sanções sobre o petróleo russo continua pesando no sentimento do mercado, enquanto o aumento da produção da Opep+ também alimenta riscos de queda".

Perspectivas para o mercado de petróleo

O mercado segue em estado de constante avaliação, com influência direta de dados semanais dos EUA, decisões da Opep+ e eventos geopolíticos. Embora o rali recente tenha sido sustentado por dados mais robustos, o ambiente global ainda requer cautela por parte dos investidores.

Nas próximas semanas, os participantes do mercado deverão observar indicadores como:

  • Novos relatórios sobre estoques
  • Atualizações nas negociações diplomáticas entre Rússia e Ucrânia
  • Reações do Ocidente à política energética russa
  • Projeções de consumo global no segundo semestre

Esse conjunto de fatores poderá definir a tendência dos preços e redefinir estratégias de curto prazo para empresas e investidores da cadeia global de óleo e gás.

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