Dólar cai para menos de R$ 5,40 e Ibovespa recua com dados dos EUA

O dólar comercial voltou a operar abaixo de R$ 5,40 nesta sexta-feira (5), refletindo o movimento global da moeda diante de indicadores econômicos vindos dos Estados Unidos. Já o Ibovespa fechou em queda, pressionado pelo exterior e por cautela de investidores locais.

A reunião entre Donald Trump e Vladimir Putin também esteve no radar, adicionando apreensão aos mercados devido aos potenciais desdobramentos geopolíticos. A combinação desses fatores influenciou diretamente o desempenho dos ativos brasileiros.

Dólar recua seguindo movimento global

O dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 5,384, com queda de 0,43%, acompanhando a desvalorização da divisa norte-americana frente a outras moedas emergentes. A perda de força veio depois que o índice de emprego dos EUA, o payroll, mostrou desaceleração na criação de vagas, trazendo perspectiva de política monetária menos agressiva por parte do Federal Reserve.

Além disso, a inflação abaixo das expectativas reforçou as apostas no corte de juros nos EUA ainda em 2024, o que tradicionalmente reduz o apelo pelo dólar globalmente. No Brasil, o câmbio também respondeu a esse alívio nos mercados, mesmo com a permanência de incertezas fiscais e políticas internas.

A trégua do dólar foi pontual, mas significativa por manter o câmbio abaixo do patamar simbólico de R$ 5,40. Nos últimos dias, a moeda vinha oscilando acima deste valor com impactos do cenário externo e turbulências locais.

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Ibovespa fecha em baixa com temor externo

O principal índice da Bolsa de Valores brasileira, o Ibovespa, encerrou o pregão desta sexta-feira com recuo de 0,25%, aos 124.058 pontos. A queda, embora moderada, refletiu o aumento da cautela dos investidores diante de fatores internacionais relevantes.

Entre os principais componentes do cenário está a divulgação dos dados do mercado de trabalho norte-americano, que, embora mais fracos, geraram incertezas sobre o ritmo da economia global. Além disso, o encontro entre Trump e Putin, dois líderes com histórico de tensões geopolíticas, despertou atenção redobrada dos mercados.

A aversão ao risco global se traduziu na retirada de capital estrangeiro da bolsa e em um movimento mais defensivo dos investidores brasileiros. Setores ligados a commodities, como petróleo e minério de ferro, também oscilaram com base nas projeções para a economia chinesa, agravando o pessimismo.

Expectativas para os próximos dias

Para a próxima semana, os analistas seguem monitorando atentamente os desdobramentos da política monetária norte-americana, especialmente após os dados do payroll indicarem desaceleração do mercado de trabalho. O Federal Reserve divulgará novos sinais no decorrer da semana sobre o rumo dos juros.

No cenário local, os investidores permanecem atentos à tramitação de pautas econômicas no Congresso, em especial as discussões em torno do arcabouço fiscal e da reforma tributária, que afetam diretamente a percepção de risco país.

Outro ponto que pode mexer com os mercados é qualquer nova sinalização vinda do cenário internacional, sobretudo da relação dos EUA com a Rússia, caso surjam repercussões concretas da reunião entre Trump e Putin.

Por ora, o mercado financeiro brasileiro segue exposto às flutuações externas, com o câmbio e o índice acionário sendo os principais termômetros da confiança dos agentes econômicos.

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