Dólar cai e Ibovespa sobe com cenário externo favorável

Após inícios voláteis, o dólar encerrou o pregão desta quarta-feira (x/x) em queda frente ao real, acompanhando um movimento global de enfraquecimento da moeda norte-americana. Ao mesmo tempo, o Ibovespa avançou com o apoio de ações ligadas a commodities e melhor percepção externa.

As atenções do mercado também se voltaram às negociações comerciais envolvendo os Estados Unidos, o que contribuiu para um cenário de menor aversão ao risco entre investidores.

Dólar recua diante de melhora no exterior

A cotação do dólar comercial terminou o dia em baixa, influenciada pela maior procura por ativos de países emergentes, como o Brasil. As falas conciliatórias de representantes do Federal Reserve, que minimizaram a chance de altas adicionais nos juros, sustentaram o apetite por risco globalmente.

Além disso, o comportamento do índice DXY — que mede a força do dólar frente a uma cesta de moedas — refletiu a perda de força da moeda norte-americana. A desvalorização do dólar no exterior tende a reforçar os fluxos para mercados emergentes, favorecendo o real.

No Brasil, o dólar fechou cotado a R$ 4,82, com variação negativa de aproximadamente 0,6%. Essa movimentação refletiu, entre outros fatores, o maior otimismo com as perspectivas de reativação das conversas comerciais entre EUA e China, o que reduz incertezas globais.

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Ibovespa se beneficia do ambiente externo

O principal índice da Bolsa brasileira fechou em alta, impulsionado principalmente por ações ligadas ao setor de commodities. As altas nas cotações do petróleo e do minério de ferro influenciaram positivamente empresas como Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3), que exercem forte peso na composição do Ibovespa.

Além disso, o cenário externo mais favorável favoreceu os ativos de renda variável localmente. A percepção de que a economia mundial pode seguir se recuperando sem maiores apertos monetários nos EUA trouxe tranquilidade adicional ao investidor.

A sessão também foi marcada por maior entrada de capital estrangeiro, fator que tradicionalmente contribui para a valorização da Bolsa brasileira. O Ibovespa encerrou com alta de 1,3%, atingindo 121.500 pontos — seu melhor desempenho em mais de duas semanas.

Expectativas com relações comerciais entre EUA e China

No radar dos investidores, as possibilidades de uma reaproximação entre os governos dos Estados Unidos e da China voltaram a ganhar força. Há expectativa de retomada de reuniões bilaterais, o que poderia aliviar tensões geopolíticas e fomentar o comércio global.

Esse avanço nas tratativas tem potencial de impactar diretamente os fluxos comerciais de matérias-primas, segmento fundamental para a balança comercial brasileira. A China é o principal parceiro comercial do Brasil, o que significa que qualquer movimento positivo nesse eixo tende a beneficiar o país.

Por outro lado, analistas permanecem atentos a qualquer sinal de recrudescimento nas tensões, o que poderia rapidamente inverter os ganhos observados no mercado. A volatilidade ainda é um elemento presente, principalmente diante do ciclo incerto da economia global.

Panorama para os próximos dias

Analistas de mercado avaliam que, embora o momento seja positivo, novos dados nos Estados Unidos, sobretudo sobre inflação e mercado de trabalho, serão determinantes para consolidar o apetite por risco. A agenda brasileira também trará indicadores importantes, como a divulgação do PIB e novas sinalizações do Banco Central acerca da política monetária.

Enquanto isso, o mercado segue sensível a qualquer oscilação internacional. Ativos brasileiros continuarão refletindo o comportamento de commodities e os ajustes no dólar, além das movimentações políticas em Brasília, principalmente relacionadas ao equilíbrio fiscal e à reforma tributária.

A combinação entre cenário externo mais calmo, recuperação no preço das commodities e fluxo estrangeiro favorável deu suporte ao desempenho positivo da Bolsa e à queda do dólar nesta sessão. O mercado trabalha com margens ajustadas, e surpresas no cenário global seguem capazes de alterar rapidamente a direção dos negócios.

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