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Euro cai após acordo EUA-UE e tarifas dos EUA

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Euro cai após acordo EUA-UE e tarifas dos EUA — Euro enfrenta queda devido a tarifas dos EUA à UE e preocupações econômicas, atingindo o menor nível em um mês.

O euro caiu ao seu menor patamar em aproximadamente um mês, mesmo com o anúncio de um acordo comercial entre os Estados Unidos e a União Europeia. O movimento reflete preocupações crescentes de investidores quanto ao impacto econômico das tarifas mantidas pelos EUA sobre o bloco europeu.

Apesar do alívio inicial no mercado, o entendimento predominante é que novas barreiras comerciais poderão prejudicar a já desacelerada economia da zona do euro.

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Pressão sobre o euro

O enfraquecimento da moeda europeia foi intensificado pela leitura negativa do mercado em relação ao acordo entre EUA e UE. Embora o pacto tenha evitado temporariamente a escalada de uma guerra comercial, a manutenção de tarifas em certos setores gerou receios de que o impacto sobre a atividade econômica da Europa seja mais profundo do que se previa.

Nas primeiras horas do pregão, o euro recuava 0,29%, sendo negociado a US$ 1,15625, acumulando uma queda de 1,3% no pregão anterior — a mais acentuada em mais de dois meses. Analistas do mercado apontam que esse desempenho reflete a percepção de que os desdobramentos comerciais não favorecerão a recuperação do bloco europeu, que já vem apresentando sinais claros de enfraquecimento.

Simultaneamente, o índice DXY, que compara o dólar com uma cesta de moedas fortes, avançava 0,20% e atingia 98,835 pontos, o maior patamar em um mês. A força do dólar está relacionada a um sentimento de menor risco de recessão nos EUA, o que atrai fluxos para ativos denominados na moeda americana.

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Tarifas e cenário econômico do bloco europeu

As tarifas de 15% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos da União Europeia continuam pesando nas projeções dos economistas. De acordo com o estrategista de câmbio Chris Turner, do banco ING, os mercados parecem ter absorvido que essas medidas, em lugar de proteger setores americanos, tendem a penalizar o crescimento da Europa.

Turner também destacou em nota que o euro encontra-se sob pressão estrutural, e que a paridade cambial segue vulnerável às decisões políticas comerciais. Isso é reforçado pela expectativa em torno dos próximos dados econômicos da região: o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre da zona do euro será divulgado amanhã, com previsão de estagnação em relação ao trimestre anterior, quando o crescimento foi de 0,6%.

Com as perspectivas de desaceleração mais claras, cresce a possibilidade de o Banco Central Europeu adotar uma postura mais cautelosa em suas decisões de política monetária, o que, por sua vez, pode contribuir para um euro ainda mais fraco diante do dólar.

Dólar segue em valorização global

A atual valorização do dólar ocorre em um ambiente de ajustes nos mercados, guiado por uma percepção de menor risco em relação à economia americana. O fortalecimento da moeda reflete tanto fundamentos econômicos quanto o movimento de investidores em busca de segurança em meio a incertezas geopolíticas e tarifárias.

Enquanto isso, moedas como euro, libra esterlina e franco suíço apresentam fraqueza relativa diante do dólar. A diferença nas políticas monetárias entre a Europa e os Estados Unidos, marcada por uma postura mais firme do Federal Reserve, também sustenta o fortalecimento do dólar no curto prazo.

A continuidade desse cenário dependerá de novos dados a serem divulgados em breve, especialmente os indicadores de emprego e inflação nos EUA, além de atualizações sobre as negociações comerciais internacionais.

Expectativas para os próximos dias

Com as incertezas comerciais ainda em foco, a volatilidade do câmbio pode continuar elevada. O mercado aguarda com atenção os números do PIB da zona do euro, que devem reforçar o debate sobre o ritmo do crescimento econômico do bloco. Além disso, declarações de autoridades dos bancos centrais dos EUA e da Europa poderão oferecer pistas sobre os próximos passos de política monetária, o que tende a influenciar diretamente os mercados de câmbio.

Nesse contexto, o euro segue sob forte pressão, enquanto o dólar se firma como ativo de proteção em tempos de incerteza. A recomposição do equilíbrio cambial dependerá, em grande medida, de uma resolução mais clara sobre o futuro das tarifas e da confiança no crescimento da economia global.

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