O grupo Porto alcançou um desempenho expressivo no segundo trimestre de 2025, com lucro líquido de R$ 878 milhões — um avanço significativo de 50% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi impulsionado principalmente pela melhora na linha financeira e pelo crescimento consistente das receitas em quase todos os segmentos de negócios.
Com uma receita consolidada recorde de R$ 10 bilhões, a companhia reforça sua posição como uma das líderes do mercado, mantendo alta eficiência e solidez, com ROAE consolidado de 24,6%.
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Performance da unidade de seguros
A área de seguros, que representa a maior parte do resultado da companhia, apresentou evolução positiva. A receita cresceu 5% no período, com destaque para o segmento de vida, que avançou 17%, e para o segmento patrimonial, com alta de 6%. No seguro auto, a expansão dos prêmios foi mais contida, em 3%, acompanhando o ritmo de crescimento da frota segurada.
O presidente da Porto, Paulo Kakinoff, destacou a estratégia da empresa de priorizar a estabilidade nos preços dos seguros, evitando uma política agressiva de descontos, mesmo diante de uma concorrência mais acirrada. Segundo ele, essa postura tem garantido índices de renovação superiores em até 10 pontos percentuais em relação à média do setor.
O lucro consolidado das operações de seguros foi de R$ 434,4 milhões, representando um crescimento anual de 16,3%, resultado da disciplina técnica e da rentabilidade saudável nas principais linhas do portfólio.
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Destaques do Porto Bank
Na frente financeira, o Porto Bank ampliou sua participação nos resultados do grupo. A unidade alcançou receita de R$ 1,8 bilhão no trimestre, um crescimento de 30%. Esse avanço foi sustentado, principalmente, pela expansão nas operações com cartão, financiamento e empréstimos.
O banco também viu seu lucro líquido crescer 31%, alcançando R$ 204 milhões. A inadimplência entre 15 e 90 dias ficou em 4,2%, mantendo-se estável em relação ao segundo trimestre de 2024 e apresentando leve melhora em relação aos 4,5% registrados no trimestre anterior.
Segundo o vice-presidente financeiro da companhia, Celso Damadi, o cenário macroeconômico não gerou pressões relevantes no banco. Pelo contrário, houve avanço na carteira de crédito, consórcio e capitalização — produtos com bons retornos e risco mais controlado.
Crescimento acelerado na área de saúde
A área de saúde também teve destaque no trimestre, com contribuição de R$ 105,5 milhões ao lucro consolidado. A receita dessa vertical cresceu 27%, totalizando R$ 2 bilhões, reflexo direto do crescimento de 24% no número de vidas asseguradas.
A melhora operacional se refletiu na sinistralidade, o que levou a Porto a revisar suas projeções para o índice do ano. A nova expectativa é de sinistralidade entre 73% e 78%, abaixo da faixa anterior de 75% a 80%, revelando maior eficiência na gestão assistencial e na precificação dos planos.
Desempenho modesto em serviços
Diferente das outras frentes de negócios, a área de serviços apresentou retração. A receita da vertical caiu 2% no trimestre, impactada principalmente pela queda na sinistralidade do segmento de seguros, o que naturalmente reduziu a demanda por atendimentos.
Essa menor atividade refletiu também no lucro da divisão, que recuou 6,5%, fechando em R$ 45,1 milhões. A dinâmica, no entanto, foi registrada como natural e esperada, segundo a companhia, diante do menor volume de incidentes reportados por clientes durante o período.
Resultado financeiro impulsionado por investimentos
O resultado financeiro consolidadado do grupo Porto totalizou R$ 376 milhões no trimestre, uma elevação expressiva de 121% na comparação anual. A carteira de aplicações gerida pela tesouraria teve receita de R$ 431 milhões — o equivalente a 86,4% do CDI.
Esse resultado foi alavancado principalmente pelas alocações em títulos indexados à inflação, com performance destacada no ambiente de mercado. Havia ainda contribuição positiva da renda variável, que se beneficiou de um desempenho mais favorável do Ibovespa, apesar da companhia não ter alterado a alocação nessa classe de ativos durante o período.
Revisão otimista nas projeções para 2025
Frente aos resultados robustos obtidos no primeiro semestre, o grupo Porto revisou para cima parte de suas projeções para o ano. No Porto Bank, a expectativa de crescimento de receita passou de 14%–22% para uma faixa de 20%–28%. Também houve melhora estimada na eficiência operacional, com o índice passando para 32%–34%, ante os 32,5%–35% anteriores.
Apenas no quesito perdas de crédito, o piso da estimativa foi elevado de R$ 1,9 bilhão para R$ 2 bilhões, diante da ampliação das carteiras de crédito. Já na área de saúde, a projeção de sinistralidade vertical foi afinada para níveis mais baixos, refletindo o bom desempenho apresentado.
No consolidado, a taxa efetiva esperada do grupo teve revisão de 30%–34% para 28%–32%. Para as demais unidades, como seguros e o resultado financeiro da holding, as projeções foram mantidas, evidenciando estabilidade e confiança nos fundamentos da companhia.
Com uma combinação de crescimento nas receitas, controle de custos e retorno elevado nos investimentos, a Porto encerra o trimestre fortalecida e com perspectivas positivas para o restante do ano.
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