O Banco Pine encerrou o segundo trimestre de 2025 com um desempenho financeiro expressivo, registrando um lucro líquido recorde de R$ 83 milhões. O resultado representa um avanço de 13,0% em relação ao trimestre anterior e de 30,1% na comparação anual.
O avanço foi sustentado por crescimento na receita e ganhos de eficiência operacional, com destaque para a expansão nos créditos colateralizados, principalmente no varejo. A instituição também reportou melhora significativa nos indicadores de rentabilidade.
O que você vai ler neste artigo:
Lucro e rentabilidade em alta
O lucro líquido de R$ 83 milhões marca o melhor trimestre da história do banco, refletindo uma estratégia de diversificação de receitas e fortalecimento da carteira de crédito. O retorno anualizado sobre o patrimônio (ROAE) cresceu para 29%, acima dos 25% registrados no trimestre anterior e dos 23,2% de um ano antes.
O desempenho foi sustentado diante de um crescimento consecutivo das receitas. No trimestre, a receita totalizou R$ 228,8 milhões, alta de 4,5% frente ao primeiro trimestre e de 53,1% sobre o mesmo período de 2024.
Enquanto isso, os gastos com despesas administrativas e de pessoal subiram para R$ 68,5 milhões, representando altas de 10,4% no trimestre e de 19,7% na base anual. No entanto, a melhora no índice de eficiência — que caiu de 42,0% para 32,4% em um ano — evidencia o ganho de produtividade alcançado pelo banco nos últimos meses.
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Expansão da carteira de crédito
A carteira de crédito expandida do Banco Pine atingiu R$ 15,6 bilhões ao fim de junho, um avanço de 1,2% sobre março e de 24,3% na comparação anual. O crescimento teve como principal impulsionador a carteira de grandes empresas, além do fortalecimento no segmento de varejo consignado.
No segmento atacado, cujo foco é atender empresas com faturamento anual acima de R$ 300 milhões, o estoque alcançou R$ 5,8 bilhões. Desse montante, R$ 4,9 bilhões são de grandes empresas — com crescimento anual de 21,1% —, enquanto as médias empresas somaram R$ 884,5 milhões, com queda de 26,4% em relação ao ano anterior.
Os setores de agronegócio e imobiliário concentram cerca de 53% da carteira de atacado, refletindo o foco estratégico do banco em ativos colateralizados de baixo risco e alta previsibilidade.
Crescimento impulsionado pelo consignado privado
No varejo, o Pine alcançou R$ 9,8 bilhões em crédito colateralizado. A carteira de crédito consignado público somou R$ 7,4 bilhões, queda trimestral de 20% e leve alta de 2,9% frente ao mesmo período de 2024. Segundo o banco, o recuo está ligado à nova regulação do INSS, que passou a exigir biometria no desbloqueio de novos contratos.
Já o crédito consignado privado foi incorporado pela primeira vez aos resultados do banco, com carteira de R$ 2,3 bilhões em apenas três meses de operação. A modalidade começou a ser oferecida em 1º de abril e, segundo a instituição, foi estruturada com celeridade diante da alta expectativa de crescimento desse segmento no país.
Os executivos do banco destacaram o potencial do consignado privado, estimando um mercado total de até R$ 300 bilhões. “É muita potência, é muito mercado endereçável”, afirmou Clive Botelho. Para Norberto Pinheiro Jr., a tecnologia permitirá uma expansão ainda mais ágil do produto.
Qualidade de crédito e capitalização
A gestão de risco de crédito manteve-se sob controle, apesar de um leve aumento. O custo de crédito subiu para R$ 53 milhões, frente a R$ 49,2 milhões no primeiro trimestre e R$ 40,3 milhões no mesmo período de 2024. Segundo o banco, o aumento está relacionado à implementação da Resolução 4.966.
A inadimplência ficou em 1,2%, levemente acima dos 1,0% observados em março e dos 0,9% em junho de 2024, mas ainda em níveis considerados confortáveis para o setor.
Em termos de capital, o Banco Pine fechou o trimestre com patrimônio de referência em R$ 1,9 bilhão, alta de 3,9% no trimestre e de 27,4% em relação ao ano anterior. O Índice de Basileia ficou estável em 14,1%, reforçando a solidez da instituição para continuar expandindo de forma sustentável.
Perspectivas para os próximos trimestres
Com indicadores sólidos de rentabilidade, capitalização e eficiência, as perspectivas do Banco Pine seguem positivas. A entrada firme no consignado privado e a contínua reestruturação de sua carteira de crédito sugerem um cenário de crescimento consistente.
A combinação de gestão estratégica, digitalização de processos e maior diversificação de produtos permitirá ao banco seguir ganhando participação em segmentos de maior potencial, especialmente no varejo colateralizado. O segundo semestre pode consolidar ainda mais os avanços vistos no primeiro.
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