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Segredos de Warren Buffett no início de sua carreira

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Segredos de Warren Buffett no início de sua carreira — Explore os segredos de Warren Buffett nos anos 1950 e 1960 e entenda como ele construiu sua lenda nos investimentos.

A figura de Warren Buffett desperta curiosidade não apenas pelos bilhões acumulados, mas também pelo método disciplinado e original de investir. Aos 94 anos, seu impacto no mercado é tão expressivo que uma simples decisão pode movimentar ações em questão de horas.

O livro “Os Primeiros Investimentos de Buffett”, de Brett Gardner, revisita os bastidores de como o megainvestidor deu os primeiros passos. A obra traz registros valiosos dos anos 1950 e 1960, revelando as escolhas que moldaram o estilo de Buffett.

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A influência de um mestre e os primeiros passos

O início da trajetória de Buffett foi marcado pelo forte vínculo com Benjamin Graham, economista que criou a filosofia do "value investing". Admirador fiel da técnica, Buffett tentou um estágio gratuito na empresa de Graham, mas teve o pedido negado inicialmente. Ainda assim, insistiu na busca por aprendizado, o que o levou a conseguir, anos depois, um cargo na Graham-Newman Corporation.

Durante esse período, o jovem investidor baseava-se numa estratégia centrada na procura por companhias subavaliadas — as chamadas “bitucas de charuto”. Essas ações, negociadas abaixo do valor contábil dos ativos, representavam oportunidades de lucro com riscos calculados. Sua atuação ia além das análises: Buffett tentava intervir nos negócios sempre que identificava má gestão ou oportunidades ignoradas pelo mercado.

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A virada com investimentos mais robustos

Já influenciado por Charlie Munger e Philip Fisher na década de 1960, Buffett começou a abandonar os chamados “investimentos em sucata” e voltou-se para empresas com retornos duradouros e marcas fortes. Passou a valorizar características como governança confiável, vantagens competitivas sustentáveis e capacidade de gerar fluxo de caixa livre no longo prazo.

Exemplos marcantes dessa nova fase incluem o investimento na American Express, abalada por um escândalo de fraude, e a aposta estratégica na BC Power, comprada durante uma crise regulatória no Canadá. Em ambos os casos, Buffett viu valor onde os demais analistas enxergavam apenas incertezas. Ele usou seu rigor investigativo para tomar decisões baseadas em fatos e dados — uma marca registrada presente até hoje em sua filosofia de investimentos.

O estilo investigativo nas decisões

Não era raro ver Buffett incorporando um estilo quase investigativo. Em um caso emblemático, ele foi pessoalmente contar vagões-tanque nos pátios ferroviários para avaliar o desempenho de um fabricante de aditivos para motores. A prática era simples, mas demonstrava seu compromisso em compreender a fundo a operação das empresas antes de investir nelas.

Outro exemplo notável foi a compra de 5% da Walt Disney Pictures. Encantado com os retornos gerados por “Mary Poppins”, adquiriu ações a US$ 43 e, ao perceber riscos ligados à centralização de poder em Walt Disney, vendeu logo depois com um ganho de 55%. Essas análises não se baseavam em modismos de mercado, mas em avaliações ponderadas da relação risco-retorno.

Nem só de acertos vive o investidor

O livro também mostra que nem todos os passos de Buffett foram brilhantes — e ele não esconde isso. Um exemplo de revés foi o investimento na rede de lojas de departamento Hochschild Kohn & Co, que acabou mal sucedida por alocação inadequada de capital e mudanças no comportamento do consumidor. O próprio Buffett classificou esse episódio como um erro significativo em sua carta de 1989 aos investidores.

O reconhecimento das falhas e a disposição em aprender com elas são, aliás, partes integrantes da metodologia de Buffett. Essa abordagem honesta e analítica é um dos elementos que contribuíram para o fortalecimento de sua reputação ao longo dos anos.

A base de um império de US$ 1 trilhão

Todos esses movimentos iniciais, muitos deles analisados meticulosamente por Brett Gardner, foram os tijolos que pavimentaram o império da Berkshire Hathaway. Originalmente uma empresa têxtil em declínio, a companhia foi transformada por Buffett em um conglomerado bilionário, com atuação em setores que variam de seguros a energia, passando por consumo, finanças e transporte.

O “efeito Buffett”, tão temido e admirado por analistas e investidores, ganha novos contornos ao se observar suas origens. A publicação oferece um retrato detalhado do raciocínio por trás de decisões que, à primeira vista, pareciam arriscadas, mas estavam fundamentadas em uma combinação de matemática financeira, curiosidade incansável e disciplina.

“Os Primeiros Investimentos de Buffett” não apenas ilumina o passado de um dos maiores nomes do capitalismo moderno, como também oferece aos leitores um compêndio valioso de lições que ainda ecoam nas práticas de investidores ao redor do mundo.

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