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Petróleo sobe com temores de sanções à Rússia

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Petróleo sobe com temores de sanções à Rússia — Petróleo dispara com queda de estoques nos EUA e possíveis sanções à Rússia devido ao conflito com a Ucrânia.

Os preços do petróleo encerraram o pregão desta quinta-feira em alta consistente, refletindo fatores geopolíticos e fundamentos de oferta nos Estados Unidos. A possibilidade de novas sanções ao petróleo russo, aliada à queda dos estoques norte-americanos, trouxe impulso às cotações.

A demanda por petróleo continua sensível a eventos externos, como atrasos diplomáticos e realinhamentos comerciais. As tensões envolvendo a guerra na Ucrânia e o fortalecimento da parceria entre Rússia e Índia aumentam a incerteza no mercado.

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Avanço das cotações: Brent e WTI sobem

Na sessão, tanto o petróleo Brent quanto o WTI registraram ganhos robustos. O contrato do Brent para outubro avançou 1,24%, encerrando a US$ 67,67 por barril na ICE, em Londres. Já o WTI com entrega no mesmo mês teve alta de 1,29%, para US$ 63,52 por barril, em Nova York (Nymex).

Esse movimento refletiu uma combinação de fundamentos e cenário macroeconômico. Investidores monitoram de perto os desdobramentos do conflito entre Rússia e Ucrânia e eventuais consequências no comércio de energia. A lentidão nas negociações para um cessar-fogo faz crescer o receio de novos embargos, o que poderia restringir ainda mais a oferta no mercado internacional.

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Estoques em queda sustentam preços

Outro fator que sustentou a alta foi a retração nos estoques norte-americanos de petróleo bruto. Segundo dados divulgados pela Agência Internacional de Energia (AIE), os estoques caíram 6 milhões de barris na última semana, totalizando 420,7 milhões. A redução surpreendeu parte do mercado e contribuiu para a percepção de um equilíbrio mais apertado entre oferta e demanda.

A queda nos estoques reforça a visão de recuperação gradual do consumo de energia nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que pressiona produtores a buscar novas fontes de suprimento em um ambiente geopolítico mais instável.

Relações Rússia–Índia movimentam o mercado

A intensificação do comércio entre Rússia e Índia chamou a atenção dos agentes financeiros. Em encontro realizado em Moscou, ministros das Relações Exteriores de ambos os países sinalizaram a intenção de fortalecer vínculos, em especial no setor energético. Essa aproximação pode representar uma válvula de escape para escoamento do petróleo russo, reduzindo os efeitos diretos das sanções ocidentais.

Contudo, o movimento foi recebido com cautela por Washington. O governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, já impôs tarifas mais rigorosas à Índia por sua decisão de importar petróleo russo, o que reacendeu debates sobre o uso de instrumentos tarifários na política internacional do setor energético.

Perspectivas e volatilidade adiante

De acordo com Ole Hansen, estrategista-chefe de commodities do Saxo Bank, o cenário atual fornece um suporte na base dos preços, ao menos no curto prazo. As incertezas geopolíticas, somadas à postura ambígua das principais economias quanto ao comércio com a Rússia, tornam difícil prever a direção dos preços nas próximas semanas.

Além disso, o mercado segue atento a potenciais interrupções logísticas e às decisões da OPEP+ quanto à oferta coletiva. Qualquer sinal de escassez pode impulsionar novas elevações.

Com a combinação de estoques em declínio, tensão diplomática e redesenho de alianças estratégicas, analistas não descartam uma continuidade na volatilidade dos preços, especialmente enquanto persistirem dúvidas sobre a estabilidade na Europa Oriental e a adesão internacional a novas sanções contra Moscou.

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